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Produção de vídeo

Uma oficina que aprendeu a filmar produto errando a cor de um esmalte.

Quem vende pela tela não tem balcão: o vídeo é o único lugar onde o cliente pega o produto na mão antes de comprar.

O primeiro catálogo que a oficina gravou tinha noventa esmaltes. Filmamos tudo em dois dias, entregamos no prazo e recebemos a devolução de quase metade dos vídeos: a cor da tela não era a cor do vidro.

O erro não estava na câmera. Estava em ter gravado com a luz de sempre, sem nenhuma referência física ao lado do monitor na hora de tratar. Compramos um cartão de calibração naquela semana e nunca mais soltamos ele.

A segunda lição veio da ordem dos itens. Filmar na ordem da planilha obriga a mexer na luz a cada peça, porque fosco e brilhante pedem coisas opostas. Agrupar por acabamento cortou o tempo de diária pela metade.

A terceira foi o nome do arquivo. Entregamos um catálogo com trezentos vídeos chamados pelo número da tomada, e o cliente levou duas semanas para subir. Hoje o código do produto entra no nome antes da exportação.

Três pessoas conferindo o corte do vídeo de produto no monitor

A amostra manda

A cor é conferida contra o produto físico, nunca contra a foto do catálogo.

Acabamento agrupa

Fosco com fosco, brilhante com brilhante: a luz muda uma vez, não trinta.

Movimento escrito

O giro decidido no papel vale para a linha toda e dá unidade à vitrine.

Nome que funciona

Código do produto e formato no arquivo, para a loja subir sem perguntar.

Como a oficina trabalha

Vídeo de produto começa com a caixa em cima da mesa

Filmar o que já existe parece simples até a hora em que a etiqueta reflete a luz, o rótulo sai torto e a cor da tela não bate com a cor da prateleira. Cinco cuidados resolvem quase tudo isso antes da primeira tomada.

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01

A amostra chega antes da câmera

Precisamos do produto físico com dias de folga. É nele que a luz é testada, o reflexo é domado e a cor é acertada contra a impressão da embalagem — não contra a foto do catálogo.

02

Uma ordem de gravação escrita

Os itens entram na mesa agrupados por acabamento: fosco com fosco, brilhante com brilhante. Trocar a luz a cada peça é o que faz a diária render metade.

03

Movimento decidido no papel

Giro, aproximação, abertura da tampa: cada movimento é escolhido antes e vale para toda a linha, para que os vídeos do catálogo combinem.

04

O que a câmera não alcança é construído

Corte interno, camada escondida, funcionamento por dentro. Modelamos em três dimensões e encaixamos na cena filmada, com a mesma luz.

05

Nome de arquivo é parte da entrega

Cada vídeo sai nomeado pelo código do produto e pelo formato. Catálogo com trezentos itens não sobrevive a arquivos chamados «final dois».

Retornos

Quem trocou a foto parada pelo vídeo

Clientes dos últimos catálogos, publicados com autorização de cada um.

Pediram os produtos com uma semana de folga e eu achei exagero. Na diária, gravaram treze itens sem parar uma vez sequer.
Jandira O. · dona de uma loja de utensílios domésticos
O arquivo chega com o código do produto no nome. Meu estoquista sobe tudo sozinho, sem me perguntar nada.
Anísio B. · gerente de uma distribuidora de ferragens
A cor do frasco no vídeo bateu com a cor do frasco na mão. Era a reclamação número um dos meus clientes.
Terezinha V. · sócia de uma fábrica de cosméticos
O corte por dentro da furadeira foi construído no computador. Nenhuma furadeira minha foi serrada para aquilo.
Firmino D. · dono de uma loja de ferramentas elétricas

Mande uma caixa e receba um teste gravado

Pedir uma proposta

Gravamos um item seu, devolvemos o arquivo e anotamos o que deu trabalho na luz — antes de qualquer proposta fechada. +55 21 94823-1335